|
A
Camillian Task Force (CTF) é uma equipe de auxílio
internacional da Ordem de São Camilo (Ministros dos Doentes),
um instituto de religiosos da Igreja Católica.
A
CTF é um conjunto de homens e mulheres, Camilianos e não-Camilianos
- pessoas leigas, padres, diáconos, irmãs e irmãos – que
são comprometidos com viverem a fé e o carisma Camiliano
através do testemunho da generosidade de Cristo pelos pobres
e os doentes.
Os
membros da CTF
vivem e trabalham juntos numa comunidade base.
A partir dela auxiliamos em equipes aos aos destastres
naturais e provocados pelo homem, tanto localmente quanto
internacionalmente. Oferecemos nossa presença pastoral e
competência profissional na área da saúde para ajudar os
pobres e doentes em favelas e campos de refugiados durante
epidemias (AIDS), terremotos, enchentes, pestes, secas e nas
conseqüências dos conflitos armados.
Somos
trabalhadores da área da saúde (médicos, enfermeiros,
dentistas, parteiras, trabalhadores comunitários da saúde,
farmacêuticos, etc.); agentes de atendimento pastoral (aconselhadores
– de trauma e HIV, somos aqueles que visitam os doentes –
capelães, etc.), estudantes e outras pessoas que se
comprometem a trabalhar em conjunto para atendimento aos
pobres e doentes (pessoal de logística, motoristas, etc.)
A
CTF tem como meta colaborar com organizações que desposam as
mesmas idéias e as igrejas locais, isto é, a diocese. Atende
às necessidades médicas e pastorais dos pobres e doentes,
independentemente de suas religiões.
Para
desempenhar sua missão, a CTF
se apóia na boa-vontade de
equipes que são membros, além de voluntários e benfeitores.
|
|
Sacerdote-Médico encontra a prescrição para busca espiritual
Padre Binet serve a Deus em áreas afetadas no mundo como membro da Ordem
Camiliana
Por Wayne Tryhuk
Especial para o Catholic Herald
Milwaukee – A cura para a dor que Scott Francis Binet sentia veio através
da curar os outros como sacerdote e médico. Apesar de o caminho para essa
realização não tenha sido sempre clara, ele agora viaja para as muitas
áreas de desastre do mundo preenchendo sua vocação.
Antes de tornar-se médico de famílias em 1993, e ser ordenado sacerdote da
Ordem de São Camilo em novembro de 2003, “eu não me sentia completo,
sentia uma espécie de sede, não estava satisfeito” disse padre Binet de 41
anos em uma entrevista recente.
Na Igreja, ele encontrou o exemplo perfeito para o serviço que Deus
desejava para ele.
“Lembro-me ainda adolescente na Missa como me sentia fascinado pelas
histórias de Jesus curando os doentes, e disse para mim mesmo, “Senhor,
quero ser como você”, lembrou-se Padre Binet, que está instalando uma
Camillian Task Force para proporcionar cuidados pastorais e médicos às
pessoas que sofrem em virtude de desastres como terremotos, ciclones e
guerras em várias partes do mundo.
Além disso, o jovem Binet viu-se estar muito à vontade com a profissão
médica: seu pai foi neurocirurgião e sua mãe, enfermeira diplomada.
Porém, a forma de sua vocação – a de médico e sacerdote - estava muito
longe de ser evidente. Apesar de não ter consciência disso naquela época,
foi o que acabou prevalecendo como resposta a sua busca espiritual.
Na época “eu disse, sim, Senhor” e comecei a procurar entender melhor o
que Deus queria”. Levaria cerca de 10 anos até que ele encontrasse a
direção buscada.
Depois da escola secundária, ele freqüentou a Christian Brothers College
(agora universidade), em Menphis, Tennessee e graduou-se em biologia.
“Somente mais tarde quis tornar-me médico”, disse ele. “É assim que o
Senhor trabalha”.
Em 1985, Padre Binet entrou na Faculdade de Medicina da Universidade de
Arkansas, em Little Rock. Entretanto, ele mudou-se para a cidade de Nova
York onde tentou outras carreiras como ator e modelo. Segundo ele,
desempenhou pequenos papéis em novelas, incluindo”One Life to Live” e “All
my children”. Realmente foi convidado para papéis maiores neste último
programa.
Atuando em novelas serviu para testar seu caráter moral, pois seus papéis
estavam em contradição com sua fé. Ele pensava que através da carreira de
ator poderia ajudá-lo a “divulgar Cristo para as pessoas”. No papel
desempenhado na novela, entretanto, ele possivelmente teria que encarnar
alguém envolvido com nada santa atividade como sexo ilícito ou uso de
drogas.
“Tive que me perguntar: quero que minha mãe me veja em tal papel?”
Fechou as cortinas para a carreira de ator e disse então:”OK,
Senhor, vou
para a Faculdade de Medicina.” “Mas, dei-me a opção de escolher outra
coisa se não ficasse satisfeito depois de 4 anos.”
Durante o seu terceiro ano do curso de medicina, recebeu um sinal do que a
escolha feita poderia obriga-lo. Uma mulher, com crise de asma, perdeu a
criança que ela não sabia que esperava. “Dei-lhe assistência durante todo
esse período e isso me tocou fundo”, Padre Binet disse. “Perguntei-me:
“Como quero que essa paciente me veja? Como médico? E a resposta que me
veio foi: Como Cristo. Era o Senhor se movendo para ajudar-me a enxergar
minha vocação.”
Entretanto, ele resistiu. “Eu sabia que teria que fazer sacrifícios”,
disse. “Há algumas escolhas que não poderei fazer depois de ordenado
sacerdote – ter esposa e filhos”. E o celibato seria um desafio, ele
acrescentou.
Durante o quarto ano da faculdade de medicina, Padre Binet deu o “sim”
para o sacerdócio.
“Um grande sentimento de alegria e paz me veio e não me deixou”, disse
ele, “foi a manifestação de que eu estava no caminho certo. Aquele
sentimento de aridez acabou.”
Esperando tornar-se padre diocesano na Arquidiocese de Nova York, onde
poderia servir na cidade do interior pobre como missionário pastoral e
médico, Padre Binet fez seu período de residência médica em Yonkers. Mas
foi recusado no Seminário São José da Arquidiocese pelo reitor, que lhe
disse: “Precisamos de bons médicos. Precisamos de bons sacerdotes. Não
precisamos de médicos-padres.”
“Vi que seria um desafio adquirir as duas condições, só não imaginava o
quanto”, disse Padre Binet.
Mas ele perseverou, encontrando-se com o falecido Cardeal John O´Connor
que estava procurando interessar profissionais formados a abraçar o
sacerdócio. Cardeal O´Connor sugeriu que ele seguisse o seminário em Nova
York ou Roma.
Terminado o período de residência, Padre Binet trabalhou meio período como
médico enquanto completava o programa de pré-teologia no Seminário
primário da Arquidiocese de Nova York.
Enquanto fazia as entrevistas para admissão no seminário superior,
entretanto, desistiu quando o reitor perguntou por duas vezes a ele se
aceitaria abandonar a clínica médica depois de 2 anos de sacerdócio.
Em cada uma das vezes, Padre Binet sabia que “o Senhor estava me chamando
para ser médico e doutor”, replicou, “não quero ter que responder a essa
questão .”
Começou a fazer pesquisa sobre ordens religiosas que poderiam aceita-lo
como padre/médico, talvez servindo em outro país. Isto levou-o a entrar no
noviciado jesuíta da Luisiana. Porém, como os jesuítas não lhe puderam
garantir experiência como médico missionário, através da qual esperava
desenvolver sua vocação, ele fez “uma separação amigável” depois de cerca
de 7 meses.
Sem questionar sua vocação, Padre Binet lembra-se: “Eu disse, Senhor, o
que está acontecendo? Você me chama, porém estou tendo problema em
encontrar o caminho.”
Mas, correndo o Guia de Ministros Religiosos, seu dedo parou sobre um
anúncio enfatizando o carisma dos Camilianos, de “servir aos doentes” –
exatamente o que ele enxergava como sendo sua vocação.
Padre Binet disse que, ao contatar a Ordem cuja província norte-americana
fica em Milwaukee, “fui muito objetivo sobre o que considerava ser a minha
vocação.”
O diretor de vocações da Ordem, ele próprio médico e padre, disse: “Ótimo,
nenhum problema.” “Tive que me segurar. Mais uma vez, tive uma grande
sensação de paz e alegria, que eram os frutos do Espírito Santo, um sinal
de que eu estava no lugar certo.”
De fato, Padre Binet disse, os Camilianos “provavelmente têm mais médicos
– 25 dos seus 1200 membros – do que qualquer outra Ordem.”
Como Camiliano pré-noviço, Padre Binet começou a estudar na Escola de
Teologia do Sagrado Coração em Hales Corners, e a trabalhar como médico na
clínica de saúde National Avenue de Milwaukee.
Adquiriu sua experiência missionária, que considerou como “inspiradora” na
região amazônica do Brasil. “fui pelo rio com um médico/sacerdote que faz
visitas anuais ou a cada 2 anos a 90 comunidades tratando pacientes
espiritualmente e fisicamente,” disse Padre Binet. “Ele tem sido um modelo
de combinação entre medicina e sacerdócio. Celebrávamos Missa nos lares
dos doentes. Não podiam sair da cama, então íamos até eles.”
A experiência, disse Padre Binet, “tornou claro que eu tinha a vocação
missionária.”
O padre Camiliano, que fala várias línguas, esteve em Honduras, Haiti, El
Salvador, Filipinas, Indonésia, Quênia e Uganda, ministrando cuidados
pastorais e médicos em favelas, campos de refugiados e outras áreas. Está,
também, formando a Camilian Task Force.
Como o Padre Binet lida com todas as exigências de suas obrigações?
“O Senhor é bom,” disse, “ e sou auxiliado por outras pessoas.”
“Todo o trabalho da Task Force é um trabalho de equipe,” acrescentou Padre
Binet, que jogou no time de futebol no colégio, participando como atleta
da American Legion League. “E estamos progredindo. Apenas estamos
começando.”
O maior prêmio em sua vocação dupla, disse Padre Binet, “é saber que
através do que estou fazendo – aconselhando na confissão, perdoando
pecados, ajudando as pessoas como médico, trazendo a paz de Cristo pela
Eucaristia, rezando com pacientes, se vejo situações que permitem assim
rezar – estou fazendo conhecida a presença de Cristo às pessoas.”
Mês que vem, Padre Binet iniciará uma visita de 3 meses à Itália para
estoudar medicina tropical. Depois, irá para Nairobi, no Quênia.
Refletindo sobre a forma como finalmente chegou ao seu destino vocacional,
ele disse: “É espantoso a forma como o Senhor fez isso
acontecer.”
ese.
|